sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Quando fui título na página 3

(no jornal do FC Porto, em 1986)


Corria o ano de 1986. A 23 de Fevereiro a Académica recebeu o FC Porto no Calhabé e perdeu por 2-1. Chovia "se Deus a dava". O jogo entrou para a história. Futre mergulhou na "piscina" e o árbitro assinalou "penalty". [O próprio jogador diria mais tarde algo do género: «Se eu não saltasse, ele partia-me a perna». Ou seja, ninguém tocou em Futre, ele saltou e... grande penalidade.]

Na altura eu era colaborador do primeiro diário desportivo português, "O Jogo", que há dois dias entrara no 2.º ano de publicação. [A minha profissão principal ainda era a de professor: leccionava Didáctica da Língua Portuguesa na Escola do Magistério Primário.] Nesse Académica-FC Porto, o jornal mandara um redactor do Porto, o Valle Fernandes, que tinha uma casa (então já desabitada) na Rua do Teodoro, e um repórter fotográfico, o Álvaro Macedo. A mim coube-me a apreciação dos jogadores das duas equipas e do trabalho do árbitro. O Fernando Madaíl ocupou-se de recolher as opiniões à porta das cabinas. Uma equipa grande para um jogo grande.

O árbitro foi Raul Ribeiro, de Aveiro. [Se bem me recordo, era na altura funcionário da Revigrés e foi mais tarde funcionário da Câmara Municipal de Aveiro.] Raul Ribeiro esteve tão mal que lhe atribuí a nota mínima: zero. Escrevi então: «O primeiro "penalty" não existiu, pela simples razão de que ninguém tocou em Futre. Os descontos foram perfeitamente exagerados. A desigualdade de critérios foi constante». [O primeiro "penalty", ainda antes do intervalo, foi desperdiçado por Gomes, que rematou ao lado. O FC Porto chegou à vitória com outro "penalty", marcado por André, já depois dos 90 minutos.]

Naquele tempo, os árbitros prestavam declarações aos jornalistas no final dos jogos. Foi o que fez Raul Ribeiro. E depois de afirmar que «não sou adepto do FC Porto, porque eu sou do Belenenses», disse que marcou o "penalty" decisivo quando «faltavam ainda três minutos para terminar o jogo, porque costumo parar o cronómetro quando há jogadores a receberem tratamento, substituições e outras paragens». Erro crasso, porque este comportamento não está, nem nunca esteve, previsto nas Leis do Futebol.

Por isso, na quarta-feira seguinte, publiquei um texto intitulado "Raul Ribeiro e os seus cronómetros: um caso de má interpretação da lei". Explicava que a cronometragem de um jogo de futebol não é igual à de uma partida de basquetebol (em que o cronómetro pára sempre que a bola não está em jogo) e juntava até opiniões de um jornalista do "Diário Popular" («Os minutos dados a mais não tiveram a mínima justificação», Costa Santos) e de outro de "A Bola" («Prolongou o tempo de jogo para além do justificado», Joaquim Rita). E pensei que o assunto morreria por ali.

Mas isso não sucedeu. Dois dias depois, na sexta-feira, surgiram desenvolvimentos. Na "Gazeta dos Desportos", o jornalista brasileiro Wilson Brasil, que se tornou conhecido por atribuir anualmente os prémios "Gandula" (o apanha-bolas, no Brasil), destacou o comentário na "Minha selecção", uma espécie de pódio semanal, com os seguintes termos: «Mário Martins, pelo realista e inteligente comentário 'Raul Ribeiro e os seus cronómetros'». Foi a primeira e única vez que tal sucedeu.
Nesse dia, viajei para o Funchal para fazer a reportagem de um jogo da selecção B de Portugal. E foi de lá que liguei para a delegação de "O Jogo" em Coimbra, para saber se estava tudo a correr com normalidade. Diz-me o Fernando Madaíl: «Chegou uma carta do FC Porto para ti». Pedi-lhe que a abrisse e a lesse ao telefone. Ele assim fez. Eram duas folhas em papel timbrado, com o emblema do clube em relevo e a cores, uma carta violenta, a criticar duramente o tal texto sobre os cronómetros de Raul Ribeiro.

O director de "O Jogo" decidiu não publicar a carta no jornal, impedindo-me assim de dar uma resposta pública. Mas respondi pessoalmente ao subscritor, Álvaro Braga Júnior, então funcionário do Departamento de Futebol do FC Porto. Lamento ainda não ter encontrado a carta, mas enviei-lhe (entre a carta propriamente dita e os "anexos") um envelope com mais de 15 ou 20 folhas.
O jornal do FC Porto viria a publicar a carta de Álvaro Braga Júnior no dia 5 de Março, ao alto da página 3, com o seguinte título em maiúsculas: «Já o conhecemos sr. Mário Martins».
[Até hoje (não sou parvo, mas...) ainda não percebi uma coisa: tendo eu escrito um texto sobre o árbitro Raul Ribeiro, porque é que foi o FC Porto a responder-me?]

Resta acrescentar que o texto azul-e-branco não desmente nada do que escrevi, limitando-se a criticar-me por alegados maus desempenhos aquando da passagem pela arbitragem do futebol, como auxiliar do juiz conimbricense Castro e Sousa. Mas até nesse aspecto o referido Álvaro Braga Júnior mete "a pata na poça": na época a que ele se refere, a equipa de arbitragem de que fazia parte, do 1.º escalão nacional, ficou classificada no 8.º lugar, entre 34 equipas. Nada mau.
[E isto levanta-me uma outra dúvida, nunca respondida até hoje: como é que o FC Porto tinha acesso aos relatórios dos delegados técnicos que avaliavam os árbitros?]

Para concluir: o "episódio Raul Ribeiro" é um daqueles que mais me deixa honrado em quatro décadas de jornalismo.
[Meses mais tarde, em Julho, na Figueira da Foz, aquando de um jogo particular de pré-época entre a Académica e o FC Porto, à porta dos balneários do estádio, tive oportunidade de "agradecer" pessoalmente ao autor do texto (e ao presidente do clube portuense, que estava ao lado), na frente do então presidente da Académica, o inesquecível Jorge Anjinho. Afinal, não é todos os dias que se tem a "honra" de ver o nome escrito num título de jornal, em caixa alta... Mas isso é impublicável, porque não há registo escrito.]

EM ANEXO: imagens dos textos referidos nesta crónica.

O JOGO - Capa da edição de 24/2/1986

NOTA - Raul Ribeiro teve zero

ARTIGO - A explicação do erro grave de Raul Ribeiro

ELOGIO - O texto de Wilson Brasil

JORNAL -. Cabeçalho do jornal do clube azul-e-branco

RESPOSTA - A carta que me foi enviada foi divulgada publicamente

AUTOR - Álvaro Braga Júnior à esquerda, ladeado por Futre

CLASSIFICAÇÃO - Castro e Sousa em 8.º entre 34

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Em... actualização

Sinto-me como, por vezes, acontece com os computadores.
Estou em... actualização.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

PSD e CPC contra Manuel Machado

Promessa eleitoral (Setembro de 2013)

Não estão a correr bem as coisas na Câmara Municipal de Coimbra, segundo se depreende de dois documentos divulgados ontem por vereadores da oposição: José Belo (PSD) e Ferreira da Silva (Cidadãos por Coimbra - CPC). O socialista Manuel Machado, pelo que se conclui, mantém o estilo de há 20 anos atrás...

«Até agora, a oposição continua sem espaço, nem apoio logístico ou humano, para se reunir ou receber os cidadãos; até agora, ainda não recebemos, também, nenhuma informação sobre “nada” que possa ter considerável importância local para podermos estar presentes e participar», escreveu José Belo, num texto intitulado "Maleitas antidemocráticas".
Ferreira da Silva, ao intervir na reunião de ontem do Executivo municipal, criticou «a persistência» de Manuel Machado «em incumprir o n.º 7 do artigo 42.º da Lei 75/2013, que o obriga a disponibilizar a todos os vereadores os meios físicos, materiais  e humanos necessários ao cabal desempenho do seu mandato». E acrescentou: «Lá , se vai, afinal,  na volatilidade das palavras, a sua promessa do dia da tomada de posse, aqui na sala ao lado, [de] que todos, mesmo todos, os vereadores seriam chamados à acção política, tentando, antes, fazer de nós, vereadores sem pelouro, meros ratificadores de decisões tomadas».

Vai ser interessante acompanhar o desempenho Manuel Machado na dupla qualidade de presidente da Câmara de Coimbra e de presidente da Associação Nacional de Municípios. Ferreira da Silva colocou muito bem a questão: «Como gostaríamos de sentir que a disponibilidade manifestada por V. Exa. para o diálogo e a convergência no exercício desse seu mandato [como presidente da ANMP], pudesse estender-se a Coimbra. O que, lamentavelmente, não tem acontecido».
No entanto, como salientou José Belo, a situação não é nova: «Aliás, é bom que se diga, que infelizmente, não há originalidade nesta lamentável “birra”. Em tempos já idos houve um folhetim, que encheu as páginas dos jornais locais, parecido com este. A memória lembra os seus protagonistas: o actual presidente da Câmara e o vereador de então Jorge Gouveia Monteiro».

Ou seja: Manuel Machado parece persistir no mesmo comportamento de há duas décadas atrás. Mas esquece-se de dois pormenores importantes: o Mundo, hoje, é muito diferente, a informação circula muito mais depressa e por muitos "meios alternativos"; e, agora, o PS não tem maioria absoluta, apenas dispõe de uma maioria relativa.

Espero bem enganar-me, mas a continuarem a suceder-se episódios como este (o de não facultar os meios mínimos para a Oposição participar na vida do município) e o da fixação da taxa de IMI (ontem aprovada na Assembleia Municipal depois de Manuel Machado ter aumentado em 100% as transferências para as juntas de freguesia), a continuarem as coisas assim, o presidente socialista arrisca-se a quatro anos de... purgatório.

ADVERTÊNCIA - Aos que aparecem sempre nestas alturas colados ao Poder (e fico-me por esta caracterização genérica, para não utilizar termos mais populares...), recordo que nada tenho a ver nem com as decisões de Manuel Machado nem com as intervenções de José Belo e José Manuel Ferreira da Silva. Nem tomei umas, nem escrevi as outras. Entendidos? Felizmente vivemos em Democracia e todos somos livres de pensar pela própria cabeça. Para além disso, nos actos eleitorais todos temos direito a UM voto.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Subsídio de Natal (s)em certificados de aforro

Certificado de Aforro entregue por um Governo de Cavaco Silva (1988)

A grande diferença entre a Internet (blogues, sítios e páginas de redes sociais, por exemplo) e um meio de comunicação social tradicional reside numa só característica: a credibilidade. Em princípio, um "media" clássico disponibiliza informação verdadeira, confirmada, contrastada. E na Internet isso pode suceder... ou não.
Volta e meia, surgem na Internet "notícias" que pouco têm de verdadeiro. E, por vezes, em sítios dos quais – pela postura, pelo nome, etc.  seria de esperar maior rigor. Mas também nos "media" tradicionais encontramos, por vezes, informações que se revelam pouco coincidentes com a realidade.

Há uma ideia generalizada, que repetidamente circula nas redes sociais, de que o Governo de Mário Soares pagou o Subsídio de Natal de 1983 aos funcionários públicos em certificados de aforro. O que é falso. Nesse ano o que houve foi um imposto extraordinário sobre o Subsídio de Natal. Imposto, simplesmente.
Os certificados de aforro surgiram cinco anos depois, pela mão de Miguel Cadilhe, ministro de um Governo de Cavaco Silva. Foi no final de 1988 e não teve a ver com o Subsídio de Natal. O Governo decidiu dar uma compensação aos funcionários públicos porque a inflação estava a ser superior à prevista aquando da negociação das tabelas salariais para esse ano. Ou seja: não foi imposto, foi bónus. Com uma limitação: os certificados só poderiam ser levantados meio ano depois, a partir de Maio de 1989.
Ainda conservo o meu.

(NOTA: A explicação detalhada encontra-a aqui.)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

IMI: dupla derrota de Manuel Machado

O novo (regressado) presidente da Câmara Municipal de Coimbra continua a somar derrotas. Ou seja, percorre um caminho caracterizado pela coerência dos resultados.

Em termos cronológicos, a primeira derrota de Manuel Machado aconteceu no próprio dia das eleições, quando não conseguiu mais do que uma maioria relativa, algo que nunca tinha sucedido ao Partido Socialista em Coimbra.

A segunda derrota foi o ter tentado distribuir pelouros por sete vereadores (o que significava um aumento de 40%) e ter-se visto obrigado a continuar com os mesmos cinco do Executivo anterior.

A derrota mais significativa foi, no entanto, a terceira. O candidato Manuel Machado prometeu baixar os impostos, mas depois de ter sido eleito o já presidente Manuel Machado apresentou uma proposta no sentido de manter a taxa de IMI em 0,39; ou seja, a mesma aplicada em 2013 pela anterior maioria camarária. E foi derrotado na reunião do Executivo.
Negociações com o PSD levaram a nova proposta (então, sim, já uma baixa  pequena, mas uma baixa – do imposto) e foi aprovada a taxa de 0,38. Quase nada para o cidadão, mas ainda assim uma melhoria. Deste modo, e embora contra a própria vontade, Manuel Machado começava a cumprir a promessa de baixar impostos.

Começava... mas não começou, porque a Assembleia Municipal, reunida esta quinta-feira, recusou a proposta. Com uma recomendação clara: ou a taxa de IMI baixa ainda mais ou a Assembleia voltará a rejeitar a proposta.
Consumou-se assim a quarta derrota política (a segunda em termos de IMI) de Manuel Machado em cerca de um mês. Talvez seja recorde nacional.
[Há outras derrotas políticas do novo presidente camarário, embora não sejam tão evidentes. A demora na distribuição de pelouros foi uma delas. Mas há mais...]

NOTA - A título de exemplo, e para efeitos de comparação, referem-se as taxas de IMI para 2014 já aprovadas no distrito de Coimbra.

Cinco em nove concelhos aprovaram a taxa mínima (0,30) para 2014

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Os suecos são mesmo muito burros

(podem até ser muito ricos, mas...)

Festa ontem à noite na Suécia (Foto: FPF)

Os suecos não percebem nada, mesmo nada, da Alma Lusitana.
Vendo-se aflitos, trataram de provocar Ronaldo, desconhecendo que isso ainda lhe iria aumentar o ego, o amor próprio, o desejo de vencer.
Depois, trataram de contratar uma banda musical para "animar" a chegada da selecção portuguesa ao hotel e inventaram o "folhetim" do jogo ser disputado com o tecto do estádio aberto ou fechado.
E como ainda não estavam satisfeito, trataram de assobiar o hino português! [Eu até gosto da Suécia, dos suecos e da suecas. Mas eles, ontem, desceram muito baixo. Foram porcos, pronto.]
Tudo isto foi uma motivação extra para os portugueses. Só quem não nos conhece é que poderia pensar o contrário.

Ontem só havia dois factores a favor de Portugal: a habitual capacidade de desenrascanço (e quanto mais "em cima da hora" melhor!) e... Cristiano Ronaldo.
Todos os outros factores eram adversos: a qualidade (pouco acima da mediania, mas com um ou dois "trunfos") dos suecos, o facto de jogarem em casa e... o seleccionador português ser Paulo Bento.

Obviamente, estou satisfeito com a vitória de Portugal. Mas, como esta tarde escreveu o Sérgio Ferreira Borges, «Eu gostava muito que Portugal conseguisse o apuramento para o Mundial. Gosto muito de bom futebol e detesto o mau. Mas, depois, vem a alienação total, 24 horas por dia a ouvir falar de futebol, os comentadores políticos viram comentadores desportivos, as bandeirinhas às janelas das casas e dos automóveis. E a ameaça de levarmos com o Paulo Bento por mais quatro anos. Um terror!».
A tudo isto acrescento os salários obscenos do presidente da FPF e dos vice-presidentes (um dos quais, João Pinto, nunca deveria lá ter posto os pés, depois das cenas vergonhosas no "Mundial" da Coreia/Japão e do "folhetim" que se seguiu). Paciência.

Portugal vai estar no Brasil. E foi tudo «limpinho, limpinho».
Muito mais transparente do que naquele Portugal-Rússia, no Estádio da Luz, em 1983, que levou os "Patrícios" (que raio de nome!) ao "Europeu" de França. Eu estive lá, vi o jogo "ao natural" (e à chuva...) e fiz a crónica para o "Notícias da Tarde".
Hoje, embora estivesse a jantar, pareceu-me tudo certinho: Ronaldo carregou Portugal aos ombros e leva-nos a repetir a viagem de Pedro Álvares Cabral em 1500.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Morte no estádio

Títulos dos jornais de hoje

Um jovem que certamente sonhava vir a ser "craque" no futebol morreu ontem à tarde em Touriz em pleno jogo. Contava 20 anos. Uma tragédia.
Natural de Esposende, jogara no Rio Ave e no FC Porto, onde foi "capitão" da equipa campeã nacional de juvenis (sub-17) em 2009-2010. A passagem por Touriz era uma etapa na formação como profissional de futebol, à semelhança de tantos outros jovens com o mesmo sonho.

Das razões da morte se ocupará a Medicina.
A tragédia de ontem, mais uma em recintos de futebol..., permite porém reflectir sobre a prática desportiva  e sobre uma educação para o desporto que praticamente não existe em Portugal.
Ideia fundamental: o desporto não dá saúde e, muitas vezes, nem sequer faz bem à saúde. Desde há muito que tenho esta noção bem presente, sobretudo depois de um dia ouvir o Prof. Manuel Sérgio, vulto maior da cultura desportiva portuguesa, afirmar algo como isto: «Se o desporto dá saúde, então fechem-se os hospitais e construam-se pavilhões desportivos».

A prática desportiva de alto rendimento comporta muitos riscos.
E alto rendimento não é, apenas, praticar desporto em campeonatos mundiais ou em Jogos Olímpicos. Alto rendimento pode ser aquele nosso filho, ou o nosso vizinho, que treina quatro (ou até cinco) vezes por semana e participa em competições ao fim-de-semana.

O "efeito Figo", agora ampliado pelo "efeito Cristiano Ronaldo", leva muitos pais e mães a desejar ter um filho "craque da bola". É um desejo legítimo.
No entanto, ao mesmo tempo, não conhecem os riscos que a prática desportiva comporta e "esquecem-se" de lutar por um acompanhamento médico adequado às exigências da competição  a nível da alimentação, dos tempos de repouso, dos cuidados dispensados por cardiologistas, fisioterapeutas e massagistas. Para além, claro, da necessidade de um enquadramento técnico de qualidade.

Praticar desporto não é tão simples como correr atrás de uma bola, contra um cronómetro ou tentar derrubar um adversário no tapete da competição. É muito mais do que isso.

Ainda não se conhecem as causas da morte do jovem futebolista, mas a tragédia de Touriz pode ser momento de partida para uma reflexão sobre a prática desportiva e a forma como para ela olhamos. Sobretudo aqueles que, tal como eu, têm um filho apaixonado pelo desporto.

Descansa em paz, Alex.

sábado, 16 de novembro de 2013

Fim-de-semana... e não só

Os dias, por vezes, têm sido pequenos. Daí que o blogue não tenha sido actualizado nesta última semana com a regularidade que desejo. Cresce, por isso, a lista dos temas por tratar.

Há semana e meia, aqui, enumerei alguns assuntos que estão no "frigorífico". Agora, posso acrescentar outros:
- As derrotas de Manuel Machado na Câmara de Coimbra e a vitória a nível do PS nacional;
- A sensação de voltar a ser um "aluno formal" num curso de Inglês promovido pelo IEFP;
- O balanço de 10 meses como desempregado (que se completam na segunda-feira);
- O apoio à edição da tese de mestrado (ou de como o Governo conseguiu transformar dois meses de candidatura em... sete dias úteis);
- O excelente trabalho publicado ontem, sexta-feira, pelo Diário As Beiras sobre o ensino particular.

Programa para hoje à tarde
A partir de segunda-feira, livre do compromisso das aulas de Inglês, vou regressar a um dos sítios onde melhor me sinto: a Biblioteca Municipal de Coimbra. Vou retomar a pesquisa para um projecto que transporto há mais de 20 anos. Vai ser desta?... Parece-me que sim.
E na tarde de quarta-feira tenho encontro marcado com a Universidade do Tempo Livre para falar de Comunicação Social e da Imprensa em Coimbra.

Hoje à tarde, espero não faltar à apresentação do livro do Octávio Sérgio (15h00, Pavilhão Centro de Portugal). O Octávio, que conheço como a tantas outras pessoas, merece ver reconhecido o trabalho que tem desenvolvido em prol da Cultura Coimbrã. O seu blogue é autêntico serviço público.

Nota: Hoje, à tarde e à noite, andam por Coimbra algumas dezenas de jovens que participaram na Universidade de Verão 2013, promovida pelo PSD, em Castelo de Vide. Uma jornada de convívio. Questionados sobre o local onde queriam reencontrar-se, escolheram... Coimbra.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quando os filhos crescem

(reflexão sobre a educação na família)


A apoteose do espectáculo no Coliseu dos Recreios

Na outra quarta-feira dei uma saltada a Lisboa para acompanhar o meu filho na "Noite da Medicina", o sarau anual dos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Clássica de Lisboa.
Foi um espectáculo bonito, durante três horas, no Coliseu dos Recreios. Mais do que bonito: em alguns momentos, os participantes pareceram – em vez de estudantes universitários – actores, cantores e bailarinos profissionais, tal a qualidade dos “sketches”, das canções e das danças, servidos por uma cenografia de bom nível, excelente som e criativos jogos de luzes. Mas sem nunca deixar de ser um sarau académico.

[O João prepara-se para concluir o curso de Medicina. Um primeiro (grande) passo no caminho de quem pretende ser cirurgião. Veremos o que o futuro lhe reserva…]

*

O final do curso do João vai ser um marco importante na minha vida e na da minha mulher. Há 30 anos que existimos para os filhos. Foi uma opção de vida, como outra qualquer. A aposta foi clara: em vez de carros e de moradias, ou de viagens por paragens paradisíacas, que porventura nunca teríamos ou nunca faríamos, decidimos investir neles.
Eles, a Filipa e o João, nunca viveram um dia sem a presença do pai ou da mãe; ou de ambos. E essa presença foi o maior investimento, bem maior do que as aulas de inglês que começaram a frequentar (quase... clandestinamente) aos 5 anos de idade, o que lhes dá hoje uma competência linguística pouco vulgar. Ou as classes de música, a equitação, o judo, o futebol, o basquetebol ou os campos de férias no estrangeiro.

A Filipa concluiu Direito em Coimbra, aos 23 anos, com 15 valores, ao mesmo tempo que corria a Europa de ponta-a-ponta para representar mais de meio milhão de jovens como ela, sem que a faculdade lhe desse as mínimas facilidades, ao contrário do que fazia a outros colegas cujo “horizonte associativo” pouco ultrapassava o princípio e o fim da... Rua Padre António Vieira.
Concluiu o curso em 2006 e parece que foi ontem. [E talvez tenha sido mesmo ontem, porque a Universidade ainda não lhe passou o correspondente diploma.] Trabalha em Lisboa há cinco anos, já viu um “plano de negócios” que elaborou para a filial em Londres de uma empresa portuguesa ser premiado pelo reino inglês. E luta pela vida todos os dias, decidida, sem “muletas” de qualquer espécie.

Dentro de meses, tudo o indica, será o João. E partirá à procura do seu espaço profissional, aqui ou em qualquer outro país que lhe abra as portas. Está habituado, tal como a irmã, a enfrentar os próprios desafios.


Ao longo destes anos, sempre lhes disse que, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, iriam ter uma vida pior do que a minha. Eu vivi sempre (posso mesmo escrever, até hoje) de forma despreocupada. Fui seguindo o meu caminho, opção aqui, outra ali, num ambiente de relativa paz. Eles não. Habituaram-se desde pequenos a viver sob pressão: primeiro, a dos “numerus clausus”; agora a do mercado de trabalho.
Também lhes disse que eles teriam de contar, apenas, consigo próprios. Que nunca esperassem que o pai “metesse uma cunha” ou, simplesmente, fizesse uns telefonemas. Mas sempre acrescentei, igualmente, que eles estariam muito melhor preparados do que eu na mesma idade. Têm muito mais mundo, capacidades mais desenvolvidas. Em suma: são muito melhores do que eu fui – e sou.

O final do curso do João é assim como que o encerrar de um capítulo (o mais longo) da minha vida: o da formação dos filhos. Aproxima-se uma nova etapa. E também agora, como aliás sempre tem sucedido, sinto-me em perfeita paz.
Sei, tenho a certeza, que eles são capazes de caminhar pelo próprio pé – e que, por isso, o futuro não lhes mete medo. Uma e outro são autênticos vencedores, que não necessitam, nunca necessitaram, de se agarrar às calças do pai ou às saias da mãe. Nem, sequer, ao apelido – como se não fosse ele dos mais vulgares em Portugal.

Hoje é gratificante verificar que o sonho de há três décadas se transformou em realidade. O mérito será de todos – mas é, sobretudo, deles. Da Filipa e do João. Os meus (enormes) dois ídolos.

"Dança dos cirurgiões" momento em que participou o João Afonso

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Este texto que é vosso

(a propósito do dia de ontem)



Uns chamam-me professor, outros chefe, outros ainda camarada (porque é deste modo que, tradicionalmente, os jornalistas se tratam). Muitos consideram-me amigo – estimado, prezado, querido ou o formal “meu caro”.
Afinal, são todos amigos. Próximos ou afastados. De há décadas, de há muito ou de há meses. Com quem palmilhei caminhos profissionais ou a quem encontrei por acaso numa qualquer encruzilhada da Vida. Amigos da infância na Baixa, da juventude no liceu da Cumeada ou de um canto do Mundo por onde um dia passei. Mas também há aqueles que só conheço mesmo daqui, deste mundo que alguns dizem ser apenas virtual mas que tem muito de real. [Quantas amizades reais já fiz a partir do écran do computador e dos teclados que se “reformam” um atrás do outro nos últimos meses!]

Enviaram-me frases bonitas. Muito bonitas, por vezes. Juntei algumas delas e alinhavei este texto – que não é meu, é vosso. Em português. Apesar do Francisco, agora na Irlanda, ter desejado feliz aniversário com a expressão gaélica «Breithla sona duit!».

 * * * 

Muitos parabéns, professor! Que faça muitos mais e já agora que continue a escrever bem como escreve.
Espero, do fundo do meu coração, que passe um dia muito feliz.
Que nunca lhe doam as mãos para continuar a escrever (bem, como sempre) e a privilegiar-nos com os seus comentários.
Mestre “Velho”, porta-te mal.
Falei com o meu amigo Bono e pedi para fazer-te uma canção. Um Dia Feliz rodeado de pessoas e coisas boas, com muitas bênçãos de Deus
Um dia bem passado e boas anotações no blogue! Que contes muitos e bons (estiveste para ser Martinho?).
Já que caiu na asneira de fazer anos, vá insistindo. Parece que é saudável: todos os que morreram velhos fizeram muitos.
Que apareça o tal dia em que, pela sua competência, vai ser admitido.
Não posso passar sem te deixar um grande abraço de parabéns!
Gosto de ler o que escreve. Votos de que venham muitos mais, com saúde e boa disposição!
Parabéns, meu lindo!
Parabéns e boas novas, claro!
Que não te falte energia e juventude para enfrentar os desafios da vida.
Para lembrar esta data, ofereço-te (com toda a minha facebookiana amizade) esta ferradura, “made in Germany”, para colocares atrás da porta e que te vai proteger.
A ver se para o ano cá estamos outra vez, eu a mandar uma mensagem e tu a leres.
Desejo-lhe, neste dia e em todos, tudo o que um amigo pode desejar a outro. Continue a subir degraus, a vencer batalhas e a lutar! Admiro-o muito! Um grande beijinho e muitos, muitos, muitos sorrisos.
Tenha um dia muito feliz e um “amanhã” pleno de sucessos pessoais e profissionais.
Um dia feliz e votos que continues muito ativo na “luta” da escrita, nas crónicas de mal e bem dizer...e na partilha com esta rede de amizade facebookiana.
Os “ Cromos” e eu próprio enviamos um forte abraço de parabéns!
Dá castanha(da)s o ano todo.
Muitas felicidades. Beijinhos desta prima afastada (bem afastada).
Desejo um dia muitoooooo UAU!
Que este dia seja celebrado com os que mais ama e que seja oportunidade para agradecer a Deus o grande dom que a vida é.
Come umas castanhas e prova o novo vinho.
A colheita de 1956 foi uma Grande Escolha!
Continue a escrever que eu cá o continuarei a ler
Votos de muita “saudinha” e que o próximo ano lhe devolva o que este último lhe retirou!
Continue com as suas crónicas que muito aprecio.
Gosto muito de ti!
Muitos anos de vida e tão depressa quanto possível lhe surja uma oportunidade de trabalho.
Muitos parabéns! Tudo de bom e o melhor presente de aniversário que lhe posso desejar... Trabalho! Vai conseguir, tenho a certeza, quem é bom sempre consegue.
Que o dia de hoje seja o início de um ano cheio de alegrias!
Que contes muitos, todos nós a ver e com essa qualidade sobejamente reconhecida! :)
Parabéns, “rapaz do meu tempo”. Desejo que a Saúde não te falte e que a Felicidade espreite sempre no teu caminho. Agarra-a!
Continue a presentear-nos com os seus textos.
Todos os anos estás com o S. Martinho.
Um abraço do tamanho da felicidade que tanto te desejo.
Muitos parabéns, rapazito! Muitas felicidades. Um beijito.

OS AUTORES
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Rascão Oliveira  Carlos Gonçalves  Carlos Jose Fernandes  Carlos Manuel Conceicao  Carlos Manuel Dias Cidade  Carlos Miranda  Carlos Pereira  Carlos Santos  Carlos Simoes  Carolina Almeida  Casimiro Soares Simões  Catarina Olivença Carvalho  Catarina Quintal  Cecília Rijo  Celeste Correia  Celeste Maria Machado  Celia Acúrcio  Célia Saraiva  Celso Magalhães Baía  Céu Bernardes  Ceu Freitas  Chá Dos Cinco  Churrasqueira Briosa Grill  Clara Duarte  Clara Olivença  Clara Raposo  Cláudia Rocha  Cláudia Roma Simões  Claudia Salgueiro  Climerio Ferreira  Conceição Romeiro Ferreira  Concha Brandã  Constantino Pinho  Contribuinte Eugénio Moura Inês  Couto Soares  Cristina Canas   Cristina Esteves  Cristina Maria Rodrigues  Cristina Rego de Sousa  Cristina Roma  Cristina Santos  Cristina Seabra  Cristina Seixas  Cristina Taveira  Cristina Velindro  Daniel Gligó  David Pinheiro  Delmar Domingos de Carvalho  Donny Moreno  Doors Portugal  Dora   Dora Azenha  Dora Santana  Duarte Santos  Dulce Isabel Fernandes Barata  Edleuza Feitosa  Eduardo Barroco de Melo  Eduardo Costa  Eduardo Marques  Eduardo Roxo  Eduardo Varandas  Elisabeth Sá  Elsa Figueiredo  Elvira Miguel  Emanuel Pais  Emilia Nave  Ernestina Amorim  Ery Menezes  Esmeralda Batista  Esmeralda Costa  Eu Nena  Eva Maria  Fatima Cordeiro  Fátima Couto  Fátima Maria Peres  Fatima Marta  Faty Almeida  Fausto Gonçalves  Felisbela Lucas  Fernanda Jacinto   Fernanda Reis  Fernanda Salgueiro  Fernanda Tomás  Fernando Caldeira Marques  Fernando Jorge Esteves  Fernando José Rodrigues  Fernando Manuel Machado Barbosa  Fernando Martins  Fernando Mendes Pereira  Fernando Paulo  Fernando Santos  Fernando Vale  Filomena Cardoso Martins  Filomena Chaves Cardoso  Filomena Gaminha  Filomena Geraldes  Filomena Martins  Filomena Sacramento  Fnac.pt  Francisco Alves Ferreira  Francisco Amaral  Francisco Belo  Francisco Caleira  Francisco Duarte Pessoa  Francisco José Carvalho Domingues  Francisco José Ramos Lopes  Francisco Silva  Francisco Silveira Ramos  Frederico Portugal  Frederico Prata  Gina Maria  Giovanni Galli  Gonçalo Miranda  Gonçalo Saraiva  Google  Graça Antunes  Graça Cravinho  Graça Maria Ferreira Gaspar  Graça Sousa  Graca Tavares  Guida Álvaro  Helder Rodrigues Antunes  Helena Frade  Helena Pinto  Helena Relvão  Henrique Chicória  Hermínio Ferreira Rico  Hilda Pinto  Horácio Antunes  Horacio Madeira Beltrão Poiares  Hortense Machado  Hugo Alegre  Ilda Maria Carvalho  Ilidio Maia Fernandes  Imoexpansão Imobiliária  Inês Madeira Santos  Iolanda Chaves  Ione Cadengue  Isa Cortez  Isabel Alvim Eliseu Branco  Isabel Anjinho  Isabel Barros Santos  Isabel Ferreira  Isabel Flor  Isabel Lobo  Isabel Maria Lopes Carvalho  Isabel Moreno  Isabel Neves  Isabel Oliveira Oliveira  Isabel Sanches  Isabel Silva  Isaura Martinho  Ivone d'Alte  Jacinta Jesus Santos Rodrigues  Jaime Carvalho  Jane Villar  Jayme Manuel Oliveira Costa  Jm Coutinho Ribeiro  Joana Botelho  Joana Oliveira  João Afonso Martins  João Africano Fernandes  João Botelho  João Branco  João Carlos Ferreira Gaspar  João Castro E Sousa  João Catalão  João Cavaleiro  Joao César Fernandes  João Diniz  João Esteves  João Fernando Ramos  Joao Horta  João Luis Campos  João Marques  João Marujo  João Neves  João Paulo  João Paulo Pinto Mendes  João Paulo Sousa  Joao Pedro Gonçalves Campises  João Pinheiro de Almeida  Joao Prazeres  João Quaresma  Joaquim Craveiro  Joaquim Ferreira  Joaquim Ribeiro Ribeiro  Joel Varanda  Jorge Antunes  Jorge Capelo  Jorge Castilho  Jorge Ferreira  Jorge Gonçalves  Jorge Lé  Jorge Marques  Jorge Massada  Jorge Mendes  Jorge Mogo  Jorge Neves  Jorge Simões  Jose Alberto   José Alberto Santos Loureiro  José Alves Barata  José António Domingues  Jose Augusto Santos Mendes  Jose C. 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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

57


O tempo vai passando. E o mundo vai mudando.

Entro no Google e sou surpreendido com esta imagem. É simpática, mas revela que o Google monitoriza (aproveita) os nossos dados pessoais. ;) Um risco, portanto.

Um grande amigo envia-me uma mensagem pelo Twoo. Para a ler, só tenho uma opção: inscrever-me.
Inscrevo-me, mas nem assim consigo ler a mensagem. Ou pago ou espero uma hora.
Entretanto, um familiar envia-me uma mensagem: «Inscreveste-te no Twoo? Olha que isso é um sítio de encontros, parece-me...».
Respondi de imediato: «Ai é? Vou já desarriscar-me!».

Ou seja, este mundo globalizado (e, de alguma forma, virtual) coloca-nos desafios a cada passo. :)
Mas cá vamos vivendo.
Um ano após outro. Enquanto Deus quiser.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

15 mil

Uma pequena nota para referir que, com as 330 visitas de ontem, o blogue atingiu as 15.000 visualizações.
Muito obrigado a quantos por aqui têm passado ao longo deste mês e meio.
(Em breve haverá novidades...)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O tabu de Manuel Machado


No discurso de vitória, na noite eleitoral, apesar de não ter maioria absoluta, o dr. Manuel Machado falou bem alto na exclusão da “cidade renovada” dos que criaram obstáculos à sua eleição. Veio, seguramente, à memória de todos os episódios de exclusões nas suas anteriores presidências.
Na tomada de posse, no dia 21 de Outubro, o dr. Manuel Machado fez, porém, a mediática afirmação de que contava com todos os vereadores para exercerem em pleno as sua funções, numa abrangência algo surpreendente face ao que antes havia declarado.
E na primeira reunião de Câmara, no dia 28 de Outubro, fez aprovar 7 vereadores a tempo inteiro, com os votos dos eleitos do PS. Decisão inédita que se recusou a fundamentar e a concretizar.
Acontece que, passadas quase três semanas, o Dr. Manuel Machado não atribuiu qualquer pelouro e não designou sequer o/a vice-presidente!!! O que deve ser caso único no país.
Ou seja, passou de proposta inédita quanto a vereadores a tempo inteiro,  para a situação de governar sozinho a Câmara Municipal !!!!
O que provoca, necessariamente, desorganização e paralisação dos serviços, uma vez que não é crível que sozinho o dr. Manuel Machado seja capaz de atender e despachar tudo.

Mas não é só este o dano que causa. Causa, sobretudo, um dano irreparável na credibilidade das instituições municipais aos olhos dos munícipes, que não deixarão de ver nesta sua conduta, mais um tique politiqueiro, que tanto tem afastado os cidadãos da participação política.
O que é tanto mais grave, quanto não é possível ignorar que nas últimas eleições, no concelho de Coimbra, as abstenções, votos nulos e brancos ultrapassaram largamente os 50%.
O que deveria fazer reflectir, profundamente, todos os eleitos e, em particular, o presidente da Câmara, sobre a forma de trazer para a participação cívica e política a esmagadora maioria dos cidadãos.

Não podemos, por isso, deixar de denunciar esta situação anómala e apelar aos cidadãos que exijam do presidente da Câmara Municipal uma definição clara e urgente de como e com quem quer governar o concelho.

José Augusto Ferreira da Silva 
(vereador na Câmara Municipal de Coimbra, eleito pelo movimento Cidadãos Por Coimbra)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lembram-se do... Viegas?

Viegas, o guarda-redes, o primeiro do lado esquerdo, de pé

Os anos dão-nos um "lastro" que nos permitem, volta e meia, recordar momentos do passado. Foi o que sucedeu ontem à noite, ao assistir ao Olympiakos-Benfica, da Liga dos Campeões.
Fui vendo o jogo enquanto fazia outras coisas, mas apercebi-me que o guarda-redes dos gregos, o espanhol Roberto, que já jogou no Benfica, foi a grande figura do encontro, negando uma mão-cheia de golos à equipa lisboeta. Uma exibição soberba, que garantiu o triunfo do Olympiakos e praticamente afastou os "encarnados" da Liga dos Campeões.

Roberto é um exemplo típico daquilo que, na gíria do futebol, se diz ser um "guarda-redes de engate": ora dá uns valentes "frangos", ora "engata" uma grande exibição. Com eles não há meios termos.

E dei comigo a pensar, durante a transmissão do jogo de ontem do Benfica em Atenas, em alguns guarda-redes que conheci na baliza da Académica, desde os tempos de miúdo de calções que ia para a porta do estádio e pedia «Ó senhor, deixe-me entrar consigo...». E lá entrava e cumpria o desejo de ver os jogos no Calhabé. [Era esta a única forma de entrar no estádio, já que o meu pai tinha - entre outros - um princípio de que muito se orgulhava: o de nunca ter visto um jogo de futebol, que para ele eram 11 tipos em calções a correr contra outros 11 tipos em calções, com outro no meio, também de calções, a apitar». E morreu depois dos 70 anos sem nunca ter entrado num estádio...]

Voltemos aos guarda-redes da Académica... Qual terá sido o maior "guarda-redes de engate" que vestiu a camisola negra? - pensei. Lembrei-me de vários. O Maló (ou melhor, o dr. Maló) nem sequer entrou na lista, porque era guarda-redes de classe acima de qualquer suspeita. O Melo?... O Brassard?... O Mãozinhas?... Sim, qualquer um deles poderia ter sido o melhor "guarda-redes de engate" da Briosa.
Mas não, o maior de todos, na minha modesta opinião, foi sem dúvida o Viegas. Ele, sim. De vez em quando, lá "abria a capoeira" (é outra vez a gíria do futebol) e deixava sair uma frangalhada. Ou seja, permitia um "golo fácil" ao adversário. Mas quando ele "engatava", ninguém o conseguia bater. Defendia com as mãos, com os pés, em voo ou rente ao solo, defendia com o peito e com as pernas. Era inultrapassável, como sucedeu ontem com o espanhol Roberto frente ao Benfica.

Está atribuída a distinção: Viegas foi o maior, o melhor, "guarda-redes de engate" que vi jogar até hoje na Académica.

Capa de "A Bola" de hoje

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Assuntos não faltam, mas...


Há dias assim.
Os temas abundam mas não sinto especial vontade para escrever.

Poderia escrever sobre o medo que tenho do Estado, um medo construído a pouco e pouco e que, actualmente, é o maior dos medos da minha vida. (Sim, que o Estado não é "pessoa de bem", como fui compreendendo ao longo dos anos.)
Poderia escrever sobre o que se está a passar na Câmara de Coimbra, que é estranhamente invulgar. A autarquia parece continuar sem distribuir tarefas aos vereadores, como se consegue saber através do semanário "Campeão das Províncias" e do sítio "Notícias de Coimbra" na internet, porque os diários da cidade, que eu tenha reparado, esquecem o assunto.
Poderia escrever sobre o dia em que tive o meu nome num título garrafal, a abrir a página 3 (uma das mais importantes de qualquer publicação) no jornal de um clube. «Já o conhecemos sr. Mário Martins», tudo em maiúsculas. Um dos momentos que considero mais altos destes 40 anos que levo a escrever em público.
Poderia escrever sobre as mulheres da minha vida, que são quatro. O texto anda a bailar-me na mente há semanas, mas ainda não encontrei o dia certo para o passar para o papel ou para um ficheiro do computador.
Poderia também escrever sobre a reportagem que fiz há precisamente 20 anos, entre Berlim Oriental e Kiev, durante 31 dias. A reportagem da minha vida, publicada na revista do Jornal de Notícias, com mais de 200 mil exemplares de tiragem naquela altura. Reportagem que foi capa, que resultou de uma experiência inesquecível e na qual o JN assumiu para comigo uma atitude que nunca esquecerei. Sempre foi assim quando me cruzei com pessoas de dimensão superior.
Poderia escrever sobre outras memórias de uma vida cheia, tantas que estou a pensar colocar algumas delas em livro. A ida para o Porto, o lançamento do Diário As Beiras e de uma rede de correspondentes como nunca mais existiu, as duas reformulações gráficas que coordenei no Diário de Coimbra com 12 anos de intervalo, o aparecimento do Jornal de Coimbra e o trabalho numa minúscula cave da Rua Corpo de Deus, ou a criação do Clube da Comunicação Social de Coimbra e de como o projecto inicial deu lugar a outras realidades, do «Ora diga lá, senhor deputado» ou do «Ora diga lá, senhor vereador», iniciativas que nunca mais tiveram lugar, tal como sucedeu com os prémios Laranja e Limão.
Ainda poderia escrever sobre como acompanhei solitariamente o "Caso N'Dinga" e o reconhecimento que isso me valeu por parte da Académica, dedicando-me uma página inteira da revista "Briosa", no tempo em que a instituição era muito mais do que, infelizmente, é agora.

Poderia escrever sobre muitas coisas, como vêem.
Mas tenho para mim que, sobretudo numa situação como aquela em que me encontro, a escrita tem de ser um momento de prazer.
Não sei se é da constipação, não sei se é do tempo, se é dos compromissos que tenho nos próximos dias. Não sei... O que sei é que qualquer daqueles assuntos só pode ser abordado com paixão. O que não aconteceria se hoje escrevesse sobre eles.
Talvez amanhã. Talvez depois.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sporting ultrapassa Benfica no Calhabé

Os "grandes" em Coimbra nas últimas três épocas

Os 8.551 espectadores que ontem assistiram, no Estádio do Calhabé, ao Académica-Benfica (que terminou com o resultado de 0-3) ficaram muito distantes dos 14.194 que estiveram no Académica-Sporting (0-4), a 24 de Agosto.
O desafio de ontem passou a ser o 22.º jogo com maior assistência do actual campeonato, enquanto o jogo com os "leões" é o 15.º da tabela. O jogo com maior número de espectadores até ao momento é o FC Porto-Sporting, da semana passada, que registou 48.108 adeptos nas bancadas das Antas.

A principal curiosidade relacionada com a (fraca) assistência registada ontem no Académica-Benfica, normalmente a melhor receita anual de bilheteira do clube de Coimbra, tem a ver com o facto do Sporting passar a ser o clube que mais espectadores atrai ao Estádio do Calhabé.
Resta ver o que sucederá no próximo dia 30 de Novembro, um sábado, quando o FC Porto se deslocar a Coimbra para jogar com a Académica a partir das 20h15. Mas tudo indica que o título de "campeão de bilheteira em Coimbra", em jogos para o campeonato, já não fugirá esta época ao Sporting, a viver o "efeito Bruno de Carvalho".

Ou seja: esta época os três "grandes" jogam em Coimbra antes do Natal, pelo que até final deste mês terão entrado nos cofres da Académica as mais significativas receitas de bilheteira de toda a temporada. E o campeonato só terminará em 11 de Maio.

Outra curiosidade: a assistência aos Académica-Benfica das últimas sete temporadas (em destaque, a melhor e a pior).

2013-2014          J9            8.551
2012-2013          J4            8.270
2011-2012        J20          14.011
2010-2011        J16          13.264
2009-2010        J27          21.742
2008-2009          J9          18.980
2007-2008        J11          19.068

Olhando novamente o quadro que abre este texto, verifica-se que as visitas de Sporting e Benfica a Coimbra já atraíram esta época ao estádio maior número de espectadores do que o conjunto dos três jogos com os "grandes" na temporada anterior. Mas os números continuam distantes dos verificados há duas épocas (em 2011-2012), que muito dificilmente serão superados.

Num próximo texto será analisada a afluência aos jogos da Académica em Coimbra nas últimas oito temporadas. O emblema conimbricense tem mantido, ao longo de todo esse período, e em cada uma das diversas épocas, o sexto lugar na "tabela dos espectadores".

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Benfica joga hoje no Calhabé

Vítor Campos e Eusébio, nos anos 60 (foto a circular na Net)

Hoje é o dia em que as bancadas do Estádio do Calhabé mais adeptos recebem em jogos do campeonato nacional. O Benfica vem jogar a Coimbra (20h30) e, como sempre, irá verificar-se a maior assistência da época.
O facto de amanhã ser o Dia dos Fiéis Defuntos (ou Dia de Finados) poderá "jogar" a favor da tesouraria da Académica: muitos adeptos benfiquistas devem hoje fazer a viagem de Lisboa para as Beiras, para honrar a memória dos antepassados, e muito deles podem acabar por fazer uma paragem em Coimbra e assistir ao jogo.
As condições meteorológicas são razoáveis: temperatura entre os 15 e 16 graus, à hora do jogo, com céu nublado e possibilidade de aguaceiros.

Desde a última vez que a Académica regressou à 1.ª divisão, os resultados entre Académica e Benfica, para o campeonato, foram os seguintes [época, jornada e resultado, segundo o sítio "zerozero"]:

2012-2013          J4            Académica        2-2         Benfica
2011-2012        J20            Académica        0-0         Benfica
2010-2011        J16            Académica        0-1         Benfica
2009-2010        J27            Académica        2-3         Benfica
2008-2009          J9            Académica        0-2         Benfica
2007-2008        J11            Académica        1-3         Benfica
2006-2007        J15            Académica        0-2         Benfica
2005-2006          J1            Académica        0-0         Benfica
2004-2005          J3            Académica        0-1         Benfica
2003-2004          J3            Académica        1-3         Benfica
2002-2003        J25            Académica        1-4         Benfica

Conclusão: a Académica não venceu em Coimbra o Benfica nas últimas 11 épocas. (Até hoje, Académica e Benfica jogaram em Coimbra 61 vezes para o campeonato nacional, com o seguinte saldo: 5 vitórias da Académica, 15 empates e 45 vitórias do Benfica.]

Muito se poderia escrever, para além do jogo de futebol propriamente dito, sobre este Académica-Benfica. Desde as condições de conforto proporcionadas aos espectadores em dias de chuva, o estacionamento automóvel nas imediações do estádio, a ausência de qualquer estratégia no que diz respeito aos transportes públicos, a separação dos adeptos dos dois emblemas nas bancadas, a falta de iniciativas que estimulem a presença de espectadores, etc., etc.
Escrevo apenas que, como cidadão que paga impostos em Coimbra, continuo sem saber "a verdade" sobre o estádio. E faço apenas uma pergunta: quanto custa, por mês, aos cofres do Município o novo estádio?

[Oficialmente, o estádio foi baptizado de Estádio Cidade de Coimbra, com a sigla ECC. Para mim, e por variadas razões que não cabem neste texto, a sigla significa Empreendimento Comercial do Calhabé.]

Classificação actual do campeonato